Se você já passou pela situação de ver seu filho dizer “é meu!” enquanto segura um brinquedo com toda a força, saiba que isso é mais comum do que parece. Quando pensamos em o que fazer quando a criança não quer dividir brinquedos, é importante entender que compartilhar é uma habilidade que precisa ser ensinada e praticada ao longo do tempo.
Muitas crianças pequenas ainda estão aprendendo conceitos como empatia, cooperação e respeito ao espaço dos outros. Por isso, a recusa em dividir nem sempre significa egoísmo ou má educação.
Entenda o Que Está Acontecendo
Para uma criança pequena, o brinquedo representa segurança, diversão e até uma sensação de posse. Ela ainda está desenvolvendo a capacidade de compreender os sentimentos de outras pessoas.
Em vez de rotular a criança como egoísta, procure enxergar a situação como uma oportunidade de aprendizado.
Evite Obrigar a Compartilhar
Embora a intenção seja boa, forçar a criança a entregar um brinquedo pode gerar mais resistência.
Prefira:
• Conversar com calma sobre a situação
• Explicar como o outro colega se sente
• Incentivar a troca de turnos
• Valorizar pequenas atitudes de cooperação
O objetivo é ensinar, não constranger.
Ensine Pelo Exemplo
As crianças aprendem muito observando os adultos.
Mostre atitudes como:
• Compartilhar objetos da casa
• Esperar a vez em jogos e brincadeiras
• Demonstrar gentileza nas interações diárias
Quando a criança vê esses comportamentos com frequência, tende a reproduzi-los naturalmente.
Crie Regras Simples
Antes de receber visitas ou ir a um local com outras crianças, combine algumas regras.
Por exemplo:
• Alguns brinquedos especiais podem ficar guardados
• Os demais poderão ser usados por todos
• Cada criança terá sua vez
Isso reduz conflitos e evita surpresas.
Elogie os Pequenos Avanços
Quando a criança compartilhar espontaneamente, reconheça a atitude.
Frases como “Foi muito gentil emprestar seu brinquedo” ajudam a reforçar o comportamento positivo sem exageros.
Tenha Paciência
Aprender a dividir é um processo. Algumas crianças conseguem fazer isso cedo, enquanto outras precisam de mais tempo e orientação.
O mais importante é manter a consistência, oferecer exemplos positivos e evitar transformar cada conflito em uma grande discussão. Com maturidade e prática, compartilhar se torna algo cada vez mais natural.
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